domingo, 22 de fevereiro de 2015

2015 e meus tópicos.

Faz tempo que não escrevo. Que não canto, danço ou fico sem fazer nada.
Sempre há o que fazer, prazos a serem cumpridos, metas alcançadas, sempre há mais o que se buscar, entretanto, nessa busca descontrolada por mais da vida, ela evade-se de mim (eu sinto).
Quase cinco anos se passaram desde que entrei na faculdade. Hoje não aguento mais ter que frequentar aquelas aulas monótonas, onde o sono me abate quase que todas as vezes.
Não sei o que será da minha vida, conformei-me com o Direito, não que isso signifique muita coisa, o caminho ainda é árduo até conseguir um emprego bacana e uma estabilidade financeira.
Noites sem dormir, comendo qualquer coisa, dores nas costas e um estômago frágil demais, foram os prêmios que tive por manter uma vida frenética, academicamente falando.
Fui obrigada a abandonar a literatura e todo tipo de arte. Enquadrei-me a um perfil  descrito por Kafka em A metamorfose,  não raramente lembro de Gregor Samnsa e rio, sentindo minhas patas no ar, sem conseguir voltar ao chão.
Ainda amo. Mas não sei mais escrever sobre o amor.
Afinal,  o que é o amor? Responda quem puder. Pois eu, não posso o fazer por debilidades mentais.
As figuram se cruzam, os personagens se desfazem para dar espaço ao real. Aquele personagem que descrevia nos textos mais antigos, finalmente deu as caras por aqui, e adivinhem meus caros! Ele não pode ser meu. Não pode, porque não pode. Dura vida.
Por  tanto tempo o descrevi nos meus textos,  seus detalhes e personalidade marcante, para agora, saber que é intangível. É tão lamentável.
Desenvolver a fé. Apontar para o alvo e remar. Difícil lição aprendida diariamente nesses dias.
Ainda sinto uma falta irremediável da minha avó Joelia, quando eu soube que tinha sido aprovada na OAB, só queria poder abraçá-la, não precisava de ninguém, só dela. A falta dela me ensinou que não preciso desesperadamente de ninguém, apenas de Deus, fora Ele, tudo é superável. Tudo.
Enfim, não sei que espécie de texto é esse, mas precisava passar por aqui. Sinto falta de ser uma blogueira.
Muita paz e sucesso.
( Dica musical: Canção pra não voltar, A banda mais bonita da cidade.)

Denise Oliveira.

Um comentário:

  1. Querida amiga

    Há quanto tempo...

    Além de recolher a inspiração
    deste maravilhoso espaço
    de sentimentos e reatar a amizade,
    aproveito a visita para convidá-la
    a partilhar a alegria,
    de ouvir um poema de minha autoria
    musicado em Minas Gerais.

    O mesmo se encontra no meu blog
    www.sonhosdeumprofessor.blogspot.com.br

    e para mim,
    ter este poema
    escutado por pessoas
    que fazem do mundo virtual,
    um mundo melhor,
    será um tributo a felicidade.

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