quarta-feira, 31 de julho de 2013

Ele vem para te salvar


Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé.

Viver com Deus não é o mesmo que viver sem problemas.
Na segunda feira de manhã após o culto, você ainda terá que acordar cedo para trabalhar, fará provas na faculdade que te deixará entristecido e desanimado, terá que conviver com aquela pessoa ( que só você sabe o quão difícil é), ficará sem dinheiro no bolso, terá que um ir a um hospital e chorará algumas noites antes de dormir.
Quando o ser humano se contempla no espelho, vê um amontoado de carne sobre ossos, mas sabe que existe muito mais do que aquilo em si. Do mesmo modo, é a vida com Cristo, muitas vezes parece que estamos sozinhos diante de algumas situações cotidianas que nos desanimam profundamente, porém Ele está conosco, embora nossos olhos limitados não o possam ver sem as lentes da fé.
A história do povo de Israel é a história de cada crente, Deus não apenas nos liberta do pecado, como vem para nos salvar das circunstâncias que parecem querer nos destruir, sempre atento ao gemido do seu povo, força, refúgio e socorro nas aflições, por isso não precisamos ter medo, mas fé Nele que nos faz vencer, assim como Ele já venceu.
(Textos base: Êxodo 6, Salmos 46.)


sábado, 27 de julho de 2013

Contra-razões

Стереотипы | VK
(Ao som de: Charlie Brown )
Ela é só uma mulher que passou dos 30, mora sozinha e tem uma cadela que lhe serve como companhia.
Alguém que um dia abriu as portas para o amor, que sonhou com um casamento, construiu listas de convidados, de músicas a serem tocadas, pesquisou vestidos e vestidos e sonhou todos os dias em acordar ao lado dele, ter filhos e filhas, um cachorro e um álbum de fotos onde colocariam todas as fotografias das viagens que fizessem juntos.
 Hoje ela olha no espelho e se pergunta o que fez de sua vida?Por que foi incapaz de se reconduzir sem a presença dele? Por que o ser humano não pode ser apenas razão? Tantos por que's', quanta ausência de respostas.
 É claro que  não pronuncia o nome dele, evita com todas as forças o reencontro com as memórias dos anos que viveu junto dele, nele. Mudou cada móvel e peça de roupa para eliminar todas as provas que ele esteve ali um dia. Cortou o cabelo que ele costumava passar os dedos e queimou cada palavra que ele escreveu. Fez tudo o que lhe era possível para apagar de vez o que nunca deveria ter sido escrito, mas não conseguiu, e nesse momento olha nos seus próprios olhos e tenta se convencer de que o novo namorado é uma pessoa maravilhosa, que vale a pena ter ao seu lado, mesmo que nunca deseje se casar e não acredite mais no amor, ela reconhece que o rapaz é alguém apresentável e que lhe faz bem. Por que está chorando afinal? Ela se pergunta, com a escova de cabelos na mão, vê que está mais bonita agora do que antes, mais inteligente e bem sucedida, e de que adianta tudo isso? Sua vontade era deixar tudo e saber onde e como ele está;  dizer que o ama e não quer viver mais nenhum dia sequer longe dele. Mas não são assim que as coisas funcionam, ela sabe que não. Então engole aquele choro e logo ela que duvida tanto de Deus, faz uma oração e resolve ir para o trabalho mais cedo aquele dia.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Biruta de você


Tumblr | via Tumblr
[Algumas pessoas arrancam os cabelos, outras sobem em muros e andam com um guarda chuva nas mãos, eu só escrevo. O homem se faz de poeta ou o poeta se faz de homem?  
Escrevo não porque eu saiba o que quero dizer, mas só me permito ser condicionada pelo o que as letras querem dizer, porque elas existem antes que eu as pense, elas já são antes que eu seja, portanto não sou eu quem as junto senão elas a mim, ao seu modo e condição, tempo e ação.]
-
Eu e essa mania de temer o fim das coisas.
Já reparou que no fim as coisas são muito melhores e mais bonitas, o último pedaço de bolo, o fim da tarde, o último dia de férias, a última pera da geladeira, última página do livro. Algum tempo atrás eu mesma me criei o princípio de duvidar dos fins, ou seja, quando algo começa a ficar muito bom, é melhor ir devagar porque o fim pode estar chegando, o sofrimento e toda a bagagem que só os fins são capazes de trazer. Mas o que aprendi, foi que, na vida não dá pra seguir algumas regras. Então embolei essa e joguei fora, como tantas listas já feitas. Resolvi resumir. Me resumir, condensar em poucas palavras, assim sobra mais espaço para os  pés apertados no sapato da vida. 
-


quarta-feira, 17 de julho de 2013

A foto da estante

hjksjk | via Facebook
Eu posso me lembrar de como você me olhou aquela noite. 
O vestido branco, as flores nas minhas mãos. Você apenas. A promessa de que seria até quando a morte nos separasse. 
Aquela foto ainda reluz no móvel da sala, me lembrando todos os dias do que eu nunca poderei esquecer, você. Porque na verdade todos os anos ao seu lado, cada dia e cada noite, todos os sorrisos e a cada lágrima, a sua reação quando nossa primeira bebê nasceu, depois o modo como nos agitamos quando todas elas se casaram, quando voltamos a ser você e eu, o brilho que nos ascendeu ao saber que seríamos avós, a dor de perder nossos pais e irmãos e descobrir que estávamos ficando velhos, o jeito como você dizia que me amava e como meu coração se debatia ao ouvir isso mesmo que fosse pela milésima vez; nada disso a morte levou, só você. Deixou comigo cada lembrança, cada sonho inacabado, cada e todo sentimento seu.
Mas a vida não acabou porque pedaços de nós precisam de mim e ainda mais agora sem você, e eu preciso realmente ser forte, mesmo diante de tudo isso, de cada doença, de cada crise financeira, cada queda e cada conquista, só que, nada é o mesmo sem você aqui. Mais netos vieram, mais pessoas se foram, mas na foto somos só você e eu e a esperança do sempre. Nossas mãos, nossas vidas. A dor de acordar todos os dias sem você ao meu lado, fechar as portas com a certeza de que ninguém mais vai entrar porque eu estou sozinha aqui. Restou apenas a foto e a promessa, que nunca sairão da sala, nem de mim, porque se de algum modo ainda importa, eu te amo com todo o meu ser, eternamente. Saudades.

Sua, sempre sua.

J.L

domingo, 7 de julho de 2013

6º período e os restos de mim

[Perdi as letras, talvez porque nunca as tenha tido de fato. Ninguém deve acreditar que tem alguma coisa, de fato.]

Vejam só, mais um período do meu curso insuportável se foi e eu nem vi passar, tanta coisa mudou, e parece clichê falar isso, mas é verdade, ainda bem que é, porque a vida precisa mudar mesmo, se não cansa, pesa e mata. Ah, eu também mudei como praxe, eu cortei o cabelo bem mais curto dessa vez, perdi mais peso e amigos. Aprendi a encontrar flores em brejos; que quem nasce surdo não fala, por isso preciso aprender a 'me mudar', no sentido de me tornar muda para saber  o que é ouvir, depois, talvez falar.
WRAP ME UP IN YOU
Nesse período de aprendizados e entranhas o blog me parece arredio, como qualquer outra coisa que não eu mesma. O meu medo tem estuprado minha fé, e eu precisava confessar isso. Medo da perda, das pessoas, da dor, do amor, do presente e do futuro, medo de que(m) escolhi ser, da escolha nunca ser real. Eu só quero ser mais forte, na verdade, preciso aprender a 'de-formar', a 'des-figurar'  para significar, e isso não é fácil, 'des-construir' laços para entender como foram compostos e me encontrar no meio de tanto entulho que eu mesma deixei juntar dentro e fora de mim.Ah, e o sexto período foi bom, é só o que consigo dizer hoje.