quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

confissão de morte

Altezza, fobia, vertiginiComo quem sussurra um segredo, daqueles que ninguém deve saber, eu escrevo esse texto, com a intenção de que ao expor, cuspir isso da minha mente, se desfaça e pareça muito menor, como as ideias de unicórnios e outras fantasias.
Estou com vontade de morrer, sim eu confesso, muita vontade de morrer ultimamente, me sinto exausta de relacionamentos que mentem durar uma vida toda, mas não duram, amizades que nunca foram, amores que oscilam entre o estar bem e o não estar, eu me quebro, talvez eu seja mais frágil do que a maior parte das pessoas, ou, talvez todo mundo seja assim também, eu só conheço o mundo dentro de mim. Sei que, me arrependo de tantas coisas que eu disse, sem querer dizer, coisas que fiz, sem querer fazer, mas não adianta muito, já foi, já está lá no passado gravado, e se, eu não tiver muito cuidado, vou deixar acontecer de novo; sinto saudades de cantar e sorrir, não por um dia, mas ter isso todos os dias, eu sinto alegria, mas não sou mais alegre, sempre tem uma tristeza imensa pairando sobre minha mente e eu queria tanto, tanto, ter controle sobre os meus pensamentos, sentimentos, não queria ser uma pessoa tão emotiva que se abala tão facilmente e sente a vida tão intensamente, seja no bom, ou no ruim. Oh céus, devo estar com a alma gripada, perrengue, porque, ultimamente, eu tenho tido tanta vontade de desistir de tudo, não voltar pra casa, largar a faculdade ou terminar meu namoro, mas da vida em si, de mim. Me sinto fraca e imóvel, enquanto tudo o que tenho tentado é ser forte e correr nessa corrida em busca do alvo que é Cristo, porém me desfaleço e tudo o que eu realmente sinto é vontade de dormir e acordar no céu, com Deus, sem horários, brigas, choro, dor. Só Ele e eu, pra sempre. É como, se minha mente cansada estivesse no limite de tantos altos e baixos, e dessa vez eu nem me envergonho de confessar isso, é bom que alguém saiba que eu não sou/estou, como devia estar.

2 comentários:

  1. Em todas as fases que passamos surgem esses pensamentos, porém nada se compara com a graça de esperar o momento certo para o encontro com o Pai... A melhor morte é a do nosso eu...essa sim deve ser praticada td dia.... beijos

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  2. Minha querida Denise

    Senti a leitura como corte de faca afiada. Apavorou, doeu!
    Não tenho condições de ajudá-la a lidar com estes sentimentos, desejaria ter, desejaria muito.
    Procure ajuda, não fique sozinha com estes sentimentos de dor e desânimo. Procure alguém que realmente tenha condições de te fazer compreender e lidar com isto. A vida pode ser totalmente transformada por nós, mas às vezes nos parece impossível, às vezes fica muito difícil, é hora de pedir ajuda, profissional, desabafar com alguém que saiba ouvir e amparar.

    Você é tão linda, tão talentosa e doce, sinto muito por este seu momento e sei que como todos nós que já nos encontramos em um ponto da caminhada que nos parecia sem saída conseguimos sair, você também conseguirá.

    Fique com Deus e tenha um Natal cheio de esperança e força!

    Beijos

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