sexta-feira, 19 de julho de 2013

Biruta de você


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[Algumas pessoas arrancam os cabelos, outras sobem em muros e andam com um guarda chuva nas mãos, eu só escrevo. O homem se faz de poeta ou o poeta se faz de homem?  
Escrevo não porque eu saiba o que quero dizer, mas só me permito ser condicionada pelo o que as letras querem dizer, porque elas existem antes que eu as pense, elas já são antes que eu seja, portanto não sou eu quem as junto senão elas a mim, ao seu modo e condição, tempo e ação.]
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Eu e essa mania de temer o fim das coisas.
Já reparou que no fim as coisas são muito melhores e mais bonitas, o último pedaço de bolo, o fim da tarde, o último dia de férias, a última pera da geladeira, última página do livro. Algum tempo atrás eu mesma me criei o princípio de duvidar dos fins, ou seja, quando algo começa a ficar muito bom, é melhor ir devagar porque o fim pode estar chegando, o sofrimento e toda a bagagem que só os fins são capazes de trazer. Mas o que aprendi, foi que, na vida não dá pra seguir algumas regras. Então embolei essa e joguei fora, como tantas listas já feitas. Resolvi resumir. Me resumir, condensar em poucas palavras, assim sobra mais espaço para os  pés apertados no sapato da vida. 
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3 comentários:

  1. Puxa, Denise!

    Que texto Maravilhoso!

    O primeiro parágrafo poderia ter sido escrito por mim, pois, sinto idêntico.

    Um beijo

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  2. Juliana Ferreira e Santos20 de julho de 2016 20:43

    Denise querida, resumir-se e rever regras podem ser iniciativas corajosas e libertadoras. Gostei da ideia...

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