quinta-feira, 16 de maio de 2013

Cada um vê o que lhe é permitido.


Kant dizia que há uma separação entre as coisas que podemos perceber - o mundo fenomênico e as coisas em si - os númenos; que não experimentamos a segunda divisão em si, como ela realmente é.Ou seja nossas percepções são formadas a partir de informações limitadas que recebemos através dos nossos sentidos. Nada do que acreditamos é de fato como é, pois se tudo deriva de percepções, a verdade é variável a partir das experiências que se viveu ou que se impregnaram em cada ser, por isso é impossível unificar qualquer tipo de pensamento ( e é isso que faz da vida melhor, a diversidade). Depois de kant, veio Schopenhauer que trouxe que não há mais uma divisão entre númenos e fenômenos, mas tudo faz parte de um só sentido de maneira diferente, que as percepções de mundo continuam subordinadas as experiências individuais de cada ser, defende a vontade e a representação, onde a vontade seria o que sentimos dentro de nós e a representação as coisas como são, os objetos do mundo externo. Portanto , é preciso admitir que sobre cada objeto incide uma luz que forma um determinado ângulo, uma sombra, uma visão, uma percepção de realidade, e acredite, é uma percepção diferente das demais, enfim cada versão do mundo é limitada por limites impostos pela limitação do próprio e de cada homem. Quando as pessoas (ou algumas pessoas ) compreenderem isto, certamente será mais agradável a manifestação de opiniões, as brigas poderão diminuir, o respeito e o conhecimento crescer e frutificar dentro de cada um de nós e o mundo poderia ser pelo menos um pouco melhor.
MEMBRANE, Hitchcock / Spellbound / 1945 / Dream sequence by... | via Tumblr

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