sábado, 30 de abril de 2011

Ausência

P.s:Texto diferente dos que costumo postar aqui no blog,conto com a opinião de vocês ok?! ;)


“Todos nós estamos presos do lado de fora de um abraço.”
(André - mini-série Afinal,o que querem as mulheres?)

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A claridade sem luz.
A música sem som.
A cama sem sono.
Eu sem você.
É madrugada, danço com sua ausência por entre as lacunas da dor.
Sobre os pedaços do que fomos,
E que não mais seremos...
Afinal,
Mergulhamos sem saber se haveria uma rede no fim para nos amparar,
E realmente não havia...
O lodo da melancolia se agarrou a minha pele.
O véu da amargura cobriu meus olhos.
Não sou mais a mesma que esteve com você.
Perdi as melhores partes de mim no caminho até aqui;
Aprendi a fumar,
Não por prazer,mas pelo desprazer de viver.
Aprendi a beber,
E a usar um vocabulário tão vulgar que te assustaria se ainda pudesse me ouvir.
Meu corpo traz as marcas do descuido,
Do abandono que me envolve a alma.
Agora prefiro o realismo ao romantismo...
E partindo disso,
Não vou mais me exceder,
Você não vai voltar,e não posso fazer nada quanto a isso...
Prometo a mim mesma que essa é a última noite que não dormirei,
Que amanhã lavarei o corpo e a alma,
E principalmente agirei conforme as expectativas alheias,talvez isso me ajude a encontrar a minha própria.Porque ela?!Ah! Minha expectativa de dias melhores me abandonou quando seu corpo frio se deitou naquela cova...
Hoje sei que não existe vida após a morte,
Ao menos não para quem ainda ama...

6 comentários:

  1. Oi Denise...
    Hoje não vou perguntar se está tudo bem,porque visivelmente não está...
    Embora eu não saiba do que se trata o texto,e o que aconteceu para que vc viesse a escreve-lo,eu sinto dor e mágoa em suas palavras,e do fundo do mu coração eu desejo que tudo melhore pra você.
    Ótimo sábado apesar de ser bem difícil...
    Beijos

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  2. Olá Denise! Obrigada pela visita a meu blog! Vim retribuir e digo que gostei muito do seu também e já estou te seguindo.
    Seu texto denota toda a dor que a perda nos provoca. Enfrentar a morte de quem amamos é a prova mais difícil pela qual passamos em nossa vida, mas assim como nas outras, temos que ser fortes até que o tempo cure as feridas e lave nossas lágrimas que, teimosas, insistem em cair.
    Então, desejo-lhe antes de tudo FORÇA!
    Um grande abraço.

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  3. Olá Denise;
    é um texto forte mesmo de um sentimento pesado e palavras carregadas de um pesar profundo.
    Mais não é por isso que estou aqui!
    Eu recebi esta semana o prêmio versatilidade e gostaria de compartilhá-lo com você pela excelência de seu blog e a ressonância de seus textos!

    Passe em meu blog!
    Espero que goste do Presente!

    Abraços!

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  4. Óh eu aqui de novo..hehhe
    Vim pra te avisar que lá no meu blog tem uma coisa pra vc...bjs

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  5. Olá Denise...
    Primeiramente, desejo que seu texto não seja pessoal, porque é notável a tristeza nas palavras. Toda a perda, em vida ou à morte, nos tira o chão, nos rouba o sorriso, nos arranca a magia que só o abraço apertado ao fim do dia tem. Mas, como há de se saber, a vida e a morte são complementares, somos cientes de sua existência, e é fundamental expor, irradiar, soltar toda a tristeza de alguma forma, para posteriormente evitar viver de luto.
    E ficarei feliz ao descobrir que se trata apenas de um tema escolhido por você a ser escrito.
    Um forte abraço!

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  6. Gente, que lindo! amei Denise.
    Tá, pode parecer loucura, mas geralmente somos mais inspirando nas nossas infelicidades. É que nem ostra pra "dar" pérola: é necessário que ela sofra, seja quase violentada por outro animal que tenta devora-la, e o medo da ostra, gera uma substancia que gera a pérola. Infelicidade inspiradora? Acho lindo sim. A gente tem o direito a sentir de tudo. Mas sempre, de alguma forma, sorria.
    www.blogdaesfinge.blogspot.com

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